Fazer uma avaliação de performance que realmente funcione pode parecer complicado, mas não precisa ser um bicho de sete cabeças. A ideia é entender como cada um está indo, o que pode melhorar e como a empresa pode ajudar nisso. Ao invés de ser só mais uma tarefa chata, a avaliação de performance, quando bem feita, vira uma chance de crescimento para todo mundo. Vamos ver como deixar isso mais simples e direto ao ponto.
Pontos Chave da Avaliação de Performance
- Entenda o propósito claro da avaliação: O que você quer alcançar com ela? Melhorar desempenho, identificar talentos ou apoiar o desenvolvimento?
- Use critérios objetivos e fáceis de medir: Coisas como metas batidas, qualidade do trabalho e comportamentos esperados ajudam a evitar achismos.
- Escolha o modelo certo para sua empresa: Seja por metas, competências ou um mix (como 360 graus), o importante é que faça sentido para vocês.
- Feedback constante é a chave: A avaliação formal é importante, mas conversas regulares deixam o processo mais leve e eficaz.
- Transforme os resultados em ação: A avaliação só vale a pena se gerar um plano de desenvolvimento e ações concretas para o futuro.
Compreendendo os Fundamentos da Avaliação de Performance
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Definindo o Propósito da Avaliação de Performance
Olha, vamos ser sinceros: muita gente ainda vê a avaliação de performance como aquela tarefa chata que a empresa obriga a fazer uma vez por ano. Mas, se a gente parar pra pensar, ela pode ser uma ferramenta super útil para todo mundo crescer, tanto o funcionário quanto a empresa. Não é só sobre ver se as metas foram batidas, sabe? É sobre entender como a pessoa trabalha, o que ela faz bem e onde pode melhorar. É o momento de alinhar o que a empresa espera com o que o colaborador entrega e, quem sabe, descobrir novos talentos ou caminhos.
Uma avaliação bem feita é o começo de um ciclo positivo: a gente avalia, vê onde desenvolver, acompanha e reconhece o esforço. Isso faz com que as equipes fiquem mais animadas e produtivas, e os líderes mais preparados para tomar decisões com base em fatos.
Estabelecendo Critérios Objetivos e Mensuráveis
Um dos maiores tropeços na hora de avaliar é cair na subjetividade. Ficar só no "eu acho que ele foi bem" ou "ela não parece tão empenhada" não ajuda muito. Para que a avaliação seja justa e realmente útil, precisamos de critérios claros. Pense em coisas que a gente pode ver e medir, como:
- Cumprimento de Metas: A pessoa atingiu os objetivos definidos para o período? Em que percentual?
- Qualidade das Entregas: O trabalho foi feito com o padrão esperado? Houve retrabalho?
- Comportamentos Observáveis: A pessoa age de acordo com os valores da empresa? Como ela interage com os colegas?
- Colaboração e Comunicação: Ela trabalha bem em equipe? Se comunica de forma clara e eficaz?
A Importância da Clareza nos Objetivos da Avaliação
Antes de sair aplicando formulários e fazendo perguntas, é fundamental saber por que estamos fazendo essa avaliação. Qual é o objetivo principal? Queremos identificar quem são os talentos da equipe? Saber onde investir em treinamento? Dar um feedback mais direcionado? Ou talvez só entender o desempenho geral? Definir isso logo no começo ajuda a direcionar todas as outras etapas do processo, desde as perguntas que serão feitas até a forma como os resultados serão interpretados. Sem um propósito claro, a avaliação pode acabar virando só mais uma burocracia sem muito sentido.
Modelos Estratégicos para Avaliação de Performance
Na hora de pensar em como avaliar o desempenho da sua equipe, não existe uma fórmula única que sirva para todo mundo. É como escolher a ferramenta certa para cada tipo de trabalho, sabe? Cada empresa tem seu ritmo, sua cultura e seus objetivos. Por isso, entender os diferentes modelos é o primeiro passo para montar um processo que realmente funcione e traga resultados.
Avaliação por Metas e Indicadores de Resultado
Esse modelo é bem direto ao ponto. A gente olha para o que foi combinado lá no começo do período: as metas. Elas precisam ser claras, sabe? Tipo, específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e com um prazo definido (a famosa metodologia SMART). Se o objetivo era aumentar as vendas em 10%, a avaliação vai dizer se isso aconteceu ou não. É ótimo para áreas onde o resultado é mais fácil de quantificar, como vendas ou produção. Acompanhar isso de perto ajuda a manter todo mundo focado no que realmente importa para o negócio. Para ter uma visão mais clara, usar dashboards em tempo real pode ser uma mão na roda.
Avaliação por Competências Técnicas e Comportamentais
Aqui, a gente vai além dos números. Olhamos para as habilidades e atitudes que a pessoa demonstra no dia a dia. Isso inclui tanto o conhecimento técnico para fazer o trabalho (competências técnicas) quanto a forma como ela se relaciona com os outros, resolve problemas, se comunica e se adapta a mudanças (competências comportamentais). É um modelo mais profundo, que ajuda a entender não só o ‘o quê’ foi entregue, mas o ‘como’ foi feito. Isso é especialmente importante para cargos de liderança ou funções que exigem muita interação e inteligência emocional. Identificar lacunas aqui pode direcionar treinamentos bem específicos.
A Perspectiva Múltipla da Avaliação 360 Graus
Imagine ter um retrato completo do desempenho de alguém. A avaliação 360 graus faz exatamente isso. Ela coleta feedback não só do gestor direto, mas também de colegas de trabalho (pares), de quem a pessoa lidera (subordinados) e, às vezes, até de clientes internos. Essa troca de olhares diferentes ajuda a identificar pontos cegos e a ter uma visão mais equilibrada. É um processo mais complexo, que exige maturidade da equipe e uma cultura de feedback aberta, mas os insights que ele gera são muito ricos, principalmente para o desenvolvimento de líderes. É uma forma de ver como a pessoa é percebida em diferentes níveis da organização.
A Dinâmica da Avaliação Contínua e Feedback Constante
Esqueça aquela ideia de que a avaliação só acontece uma vez por ano. O mundo muda rápido, e as empresas também precisam ser ágeis. A avaliação contínua, ou feedback constante, transforma a avaliação em uma conversa que acontece ao longo do ano. Em vez de esperar meses para saber se está no caminho certo, o colaborador recebe retornos frequentes. Isso permite ajustes rápidos, corrige problemas antes que fiquem grandes e mantém a equipe mais conectada e alinhada. É ideal para startups e ambientes que mudam muito, onde a capacidade de adaptação é chave. Essa prática ajuda a construir uma cultura de desenvolvimento mais forte.
A escolha do modelo de avaliação não é uma decisão que se toma de ânimo leve. Ela precisa estar alinhada com a estratégia geral da empresa, com o que se espera dos colaboradores e com a maturidade da equipe. Às vezes, combinar elementos de diferentes modelos pode ser a melhor saída para ter uma visão completa e justa.
Estruturando um Ciclo Eficaz de Avaliação de Performance
Montar um ciclo de avaliação de performance que realmente funcione não é só preencher formulários. É sobre criar um processo que ajude todo mundo a crescer e a empresa a ir mais longe. Pense nisso como construir uma ponte: cada etapa tem que ser sólida para que a travessia seja segura e útil. Sem uma estrutura clara, tudo vira bagunça e ninguém sabe direito o que está fazendo ou por quê.
Planejamento Detalhado do Processo de Avaliação
Antes de mais nada, é preciso planejar. Não dá pra sair avaliando sem saber o que você quer com isso. Qual o objetivo principal? É para identificar quem precisa de mais treinamento? Ou para saber quem está pronto para uma promoção? Definir isso logo no começo é o que vai guiar todas as outras decisões. Pense nos critérios que você vai usar. Eles precisam ser claros, sabe? Nada de "ser bom" ou "trabalhar bem". Tem que ser algo que dê pra medir, tipo "atingir X% da meta de vendas" ou "reduzir o tempo de resposta em Y minutos".
- Definir o propósito central do ciclo de avaliação.
- Estabelecer metas e competências que sejam observáveis e mensuráveis.
- Documentar todos os critérios para garantir que todos entendam o mesmo.
Comunicação Transparente com Líderes e Colaboradores
Depois de planejar, é hora de falar com as pessoas. Ninguém gosta de ser pego de surpresa, né? É importante que todo mundo, desde o estagiário até o diretor, saiba como o processo vai funcionar, quais são as regras do jogo e o que se espera de cada um. Uma boa comunicação faz com que as pessoas se sintam mais seguras e engajadas. Se a galera entende o porquê de cada passo, a chance de colaborarem e darem o seu melhor aumenta muito.
A transparência na comunicação é a base para que o processo de avaliação seja visto como justo e útil, e não como mais uma burocracia.
Aplicação Padronizada e Consistente da Avaliação
Agora é colocar a mão na massa. Para que as avaliações sejam comparáveis e justas, é fundamental que todos usem os mesmos critérios e ferramentas. Se um gestor usa uma escala e outro usa outra, como você vai comparar os resultados? Usar formulários padronizados, softwares de gestão de performance ou até mesmo um guia detalhado para os avaliadores ajuda a manter tudo nos trilhos. Isso evita que a avaliação dependa muito do humor ou da opinião pessoal de quem está avaliando.
| Etapa da Avaliação | Duração Estimada |
|---|---|
| Planejamento e Definição de Critérios | 2 semanas |
| Comunicação e Alinhamento | 1 semana |
| Aplicação dos Formulários | 2 semanas |
| Análise dos Resultados | 1 semana |
| Devolutiva e Plano de Ação | 2 semanas |
Análise Aprofundada dos Resultados Coletados
Com todas as avaliações em mãos, é hora de olhar os dados com atenção. Não adianta só juntar tudo e guardar na gaveta. É preciso analisar o que os resultados mostram. Quais são os pontos fortes da equipe? Onde estão as maiores dificuldades? Essa análise vai te dar um mapa para tomar decisões importantes, como onde investir em treinamento, quem precisa de um acompanhamento mais próximo ou quem está pronto para assumir novos desafios. É nessa fase que a avaliação começa a se transformar em algo realmente útil para a empresa e para as pessoas.
A Arte da Devolutiva e do Plano de Ação
Chegamos a um ponto onde a avaliação de performance, por si só, não é o fim da linha. Na verdade, é só o começo de uma conversa importante. A forma como você devolve os resultados e o que faz com eles é o que realmente faz a diferença. É aqui que o potencial se transforma em resultado concreto.
Conduzindo uma Conversa de Feedback Construtiva
Uma conversa de feedback não deve ser um monólogo, mas sim um diálogo. O objetivo é que a pessoa avaliada se sinta ouvida e compreendida, não apenas julgada. Comece relembrando os objetivos que foram definidos no início do ciclo. Isso ajuda a contextualizar a discussão.
- Prepare-se: Tenha em mãos os dados da avaliação, exemplos específicos de comportamentos e resultados. Pense em como apresentar as informações de forma clara e objetiva.
- Crie um ambiente seguro: Escolha um local tranquilo e reserve tempo suficiente para que a conversa não seja apressada. Comece com pontos positivos e reconheça os esforços, mesmo que os resultados não tenham sido os ideais.
- Seja específico e factual: Em vez de dizer "você precisa melhorar sua comunicação", diga "notei que em duas reuniões recentes, suas apresentações não foram claras sobre os próximos passos. Vamos analisar o que aconteceu?".
- Ouça ativamente: Dê espaço para a pessoa expressar seu ponto de vista, suas dificuldades e suas percepções sobre o desempenho. Faça perguntas abertas para incentivar a reflexão.
A devolutiva mais eficaz não é aquela que aponta falhas, mas a que abre caminhos para o crescimento. É um convite para a melhoria contínua, baseado em fatos e com um olhar para o futuro.
Criando Planos de Desenvolvimento Individual (PDI)
Depois de identificar as áreas de melhoria, o próximo passo é traçar um plano. O Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) é uma ferramenta para guiar o crescimento do colaborador. Ele deve ser construído em conjunto, garantindo que o profissional se sinta parte ativa do seu próprio desenvolvimento.
Um PDI bem estruturado geralmente inclui:
- Objetivos de Desenvolvimento: O que o colaborador precisa aprender ou melhorar? (Ex: Aprimorar habilidades de liderança, desenvolver conhecimento técnico em uma nova ferramenta).
- Ações de Desenvolvimento: Como esses objetivos serão alcançados? (Ex: Participar de um curso, ler livros sobre o tema, buscar mentoria, assumir um projeto desafiador).
- Recursos Necessários: O que é preciso para executar as ações? (Ex: Tempo dedicado, orçamento para cursos, acesso a materiais).
- Indicadores de Sucesso: Como saberemos que o objetivo foi atingido? (Ex: Feedback positivo de pares, conclusão de um projeto com sucesso, demonstração de novas habilidades em situações reais).
- Prazo: Quando essas ações devem ser concluídas?
Transformando Insights em Ações Estratégicas
Os resultados da avaliação e os PDIs não devem ficar engavetados. Eles são fontes ricas de informação para a organização como um todo. Analisar os dados coletados pode revelar padrões e necessidades que vão além do indivíduo.
Por exemplo, se vários colaboradores identificam a necessidade de melhorar suas habilidades de apresentação, isso pode indicar uma oportunidade para a empresa oferecer treinamento corporativo nessa área. Da mesma forma, se metas consistentemente não são atingidas por falta de recursos, é um sinal para a gestão reavaliar a alocação de recursos.
- Análise de Tendências: Observe se há temas recorrentes nas avaliações de diferentes equipes ou departamentos.
- Identificação de Lacunas: Quais competências estão faltando na organização para atingir os objetivos estratégicos?
- Ajuste de Processos: As avaliações e os PDIs podem apontar gargalos em processos internos que precisam ser otimizados.
Transformar esses insights em ações concretas é o que fecha o ciclo da avaliação de performance, garantindo que ela seja uma ferramenta de desenvolvimento e não apenas um ritual burocrático.
Indicadores Essenciais para Mensurar a Avaliação de Performance
Para que a avaliação de performance realmente sirva ao seu propósito, precisamos saber se ela está funcionando bem. Não adianta só aplicar um monte de formulários e achar que está feito, né? É preciso ter um olhar atento para os números e para o que eles nos dizem sobre o processo em si e sobre as pessoas.
Métricas de Desempenho Individual e Coletivo
Quando falamos de desempenho, o primeiro pensamento vai para o que cada um entrega. Isso inclui, claro, se as metas foram batidas. Mas vai além. A gente precisa ver se as competências, tanto as técnicas quanto as comportamentais, estão evoluindo. A qualidade do trabalho, a consistência nas entregas, tudo isso conta. Para equipes, a gente olha o desempenho geral, como a colaboração está fluindo e se os objetivos do time estão sendo alcançados.
- Percentual de metas individuais e de equipe atingidas.
- Evolução de competências técnicas e comportamentais ao longo do tempo.
- Qualidade e consistência das entregas (ex: número de retrabalhos, satisfação do cliente interno/externo).
- Contribuição para objetivos estratégicos da empresa.
É importante que esses indicadores sejam claros e comunicados a todos antes do início do ciclo de avaliação. Assim, ninguém é pego de surpresa e todos sabem o que se espera deles.
Indicadores de Engajamento no Processo de Avaliação
Um processo de avaliação só funciona se as pessoas participarem de verdade. Se a galera não preenche os formulários, se os feedbacks são dados de qualquer jeito, o resultado não vai ser bom. Por isso, a gente precisa medir o quanto o pessoal está engajado. Isso mostra se a avaliação é vista como algo útil ou só mais uma burocracia.
- Taxa de conclusão das avaliações (o ideal é que seja bem alta, acima de 90%).
- Nível de participação e qualidade nos feedbacks trocados.
- Alinhamento percebido entre as avaliações e os valores da empresa.
- Percepção sobre a justiça e utilidade do processo.
O Impacto da Avaliação de Performance na Organização
No fim das contas, o que a gente quer é que a avaliação de performance ajude a empresa a crescer. Então, precisamos ver o impacto disso no todo. Isso significa olhar se o desempenho médio da equipe melhorou, se a gente está conseguindo segurar os talentos que são importantes para o negócio e se os planos de desenvolvimento estão realmente acontecendo. A avaliação não pode ser um fim em si mesma; ela tem que gerar movimento e melhoria contínua. Para entender melhor como definir esses pontos, vale a pena conferir como definir indicadores de performance.
- Redução do turnover, especialmente de colaboradores de alta performance.
- Aumento do desempenho médio geral da força de trabalho.
- Número de Planos de Desenvolvimento Individual (PDIs) criados e acompanhados.
- Tempo médio para resolução de pontos de melhoria identificados nas avaliações.
Evitando Armadilhas Comuns na Avaliação de Performance
Olha, realizar uma avaliação de performance pode parecer simples no papel, mas na prática, é fácil cair em algumas ciladas que diminuem todo o valor do processo. A gente vê isso acontecer o tempo todo. Se não tomarmos cuidado, a avaliação vira só mais uma burocracia, e ninguém sai ganhando.
Superando a Subjetividade e o Viés na Avaliação
Uma das maiores dores de cabeça é quando a avaliação fica muito na opinião pessoal do gestor, sabe? Aquele "eu acho" que não tem muito pé nem cabeça. O segredo é ancorar tudo em fatos e dados concretos. Em vez de dizer "você não se comunica bem", tente "na reunião X, você interrompeu o cliente três vezes, o que gerou um mal-entendido". Isso muda tudo. É importante ter critérios claros e, se possível, usar escalas de avaliação bem definidas. Por exemplo, em vez de uma nota genérica, usar uma escala de 1 a 5 para competências específicas como "colaboração" ou "resolução de problemas".
| Competência | Escala (1-5) | Exemplos de Comportamento |
|---|---|---|
| Comunicação | 4 | Apresenta ideias de forma clara em reuniões; escuta ativamente os colegas; documenta decisões de forma organizada. |
| Proatividade | 3 | Identifica oportunidades de melhoria e sugere soluções; busca novas responsabilidades quando as tarefas atuais estão concluídas. |
| Trabalho em Equipe | 5 | Colabora ativamente com os colegas; compartilha conhecimento; apoia os membros da equipe em momentos de dificuldade. |
É fácil cair na tentação de focar apenas nos eventos mais recentes, sejam eles bons ou ruins. Isso distorce a visão real do desempenho ao longo do período avaliado. Lembre-se de que o colaborador trabalha todos os dias, não apenas na última semana.
A Necessidade de Feedback Contínuo Além do Ciclo Formal
Muita gente acha que a avaliação é só aquele momento formal uma vez por ano (ou semestre). Mas isso é um erro grave. O feedback precisa ser uma conversa constante. Se o colaborador só ouve sobre o que precisa melhorar na avaliação formal, pode ser tarde demais ou a informação pode ser recebida com muita resistência. É como tentar consertar um vazamento na parede só quando a casa já está inundada. O ideal é ter conversas rápidas e frequentes, os chamados check-ins, para alinhar expectativas e dar toques rápidos. Isso ajuda a manter o desempenho individual em dia e evita surpresas desagradáveis na hora da avaliação oficial.
Garantindo que os Resultados Gerem Ações Concretas
De que adianta fazer uma avaliação super detalhada se nada muda depois? Esse é outro ponto crítico. Os resultados da avaliação precisam virar ações. Isso significa criar Planos de Desenvolvimento Individual (PDIs) que sejam realistas e que realmente ajudem o colaborador a crescer. Não adianta criar um PDI genérico; ele tem que ser específico para as necessidades identificadas. Além disso, é preciso acompanhar esses planos. O gestor tem que se comprometer a revisar o progresso e oferecer suporte. Sem essa continuidade, a avaliação perde totalmente o sentido e vira apenas um exercício burocrático que ninguém leva a sério.
O Papel da Liderança e da Tecnologia na Avaliação de Performance
Olha, vamos ser sinceros: a avaliação de performance pode ser um bicho de sete cabeças tanto para quem avalia quanto para quem é avaliado. Mas a verdade é que, quando a liderança está realmente engajada e a tecnologia certa é usada, esse processo deixa de ser um mero ritual burocrático e vira uma ferramenta poderosa. É aí que a mágica acontece, transformando dados em desenvolvimento real.
Capacitando Líderes para Avaliações Inspiradoras
O líder é a peça-chave nesse jogo. Não adianta ter o melhor software do mundo se o gestor não sabe como conduzir uma conversa de feedback, por exemplo. É preciso que eles entendam que a avaliação não é para "pegar no pulo", mas sim para ajudar o time a crescer. Isso envolve:
- Treinamento contínuo: Oferecer workshops e materiais sobre como dar feedback construtivo, identificar pontos fortes e áreas de melhoria sem julgamento.
- Definição clara de papéis: O líder precisa saber que ele é um facilitador do desenvolvimento, não um juiz.
- Exemplo prático: Líderes que buscam feedback sobre seu próprio desempenho e agem sobre ele inspiram suas equipes a fazerem o mesmo.
A avaliação de performance, quando bem conduzida pela liderança, se torna um diálogo aberto sobre crescimento e resultados, e não um monólogo punitivo.
Utilizando Plataformas para Otimizar o Processo
Fazer tudo no papel ou em planilhas espalhadas é pedir para se perder. É aí que a tecnologia entra para salvar o dia. Uma boa plataforma de gestão de performance pode:
- Automatizar: Envio de formulários, lembretes, consolidação de dados. Isso libera tempo para o que realmente importa: a conversa.
- Centralizar informações: Ter um histórico de avaliações, feedbacks e planos de desenvolvimento em um só lugar facilita o acompanhamento.
- Gerar relatórios: Identificar tendências, gargalos e sucessos em diferentes equipes ou departamentos de forma rápida e visual.
Por exemplo, uma plataforma pode ajudar a mapear as competências mais críticas para cada função e a acompanhar o desenvolvimento delas ao longo do tempo. Isso é muito mais prático do que tentar organizar tudo manualmente, né?
| Funcionalidade da Plataforma | Benefício Direto para o Líder |
|---|---|
| Agendamento de Reuniões | Otimiza o tempo, garante que as conversas aconteçam |
| Histórico de Feedback | Permite acompanhar a evolução do colaborador |
| Geração de PDIs Automáticos | Facilita a criação de planos de desenvolvimento personalizados |
Integrando a Avaliação à Cultura de Desenvolvimento Contínuo
A avaliação de performance não pode ser um evento isolado, que acontece uma vez por ano e depois todo mundo esquece. Ela precisa estar integrada ao dia a dia da empresa. Isso significa que o feedback deve ser constante, não apenas no ciclo formal. Líderes que conversam com suas equipes regularmente sobre desempenho, desafios e objetivos criam um ambiente onde o desenvolvimento é visto como parte natural do trabalho. A tecnologia pode ajudar nisso, com ferramentas de feedback rápido e check-ins informais. O objetivo é que a avaliação formal seja apenas um resumo de conversas e acompanhamentos que já vêm acontecendo.
Conclusão: Avaliação de Desempenho como Motor de Crescimento
Chegamos ao fim da nossa jornada sobre como fazer uma avaliação de desempenho que realmente funcione em 2026. Lembre-se, não se trata apenas de preencher formulários ou cumprir uma tarefa anual. É sobre criar um diálogo aberto, entender as pessoas e ajudá-las a crescer. Quando feita com clareza, com critérios justos e com o apoio certo, essa avaliação se torna uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento individual e para o sucesso de toda a empresa. Então, coloque em prática o que aprendeu, adapte ao seu contexto e veja a diferença que um bom processo pode fazer.
Perguntas Frequentes
O que é exatamente uma avaliação de desempenho?
Pense na avaliação de desempenho como uma conversa especial entre você e seu chefe. É um momento para ver como você se saiu no trabalho, se atingiu suas metas e como pode melhorar. É como tirar uma foto do seu desempenho para que todos saibam onde você está e para onde pode ir.
Por que as empresas fazem avaliações de desempenho?
As empresas usam as avaliações para entender melhor seus funcionários. Elas ajudam a ver quem está indo bem, quem precisa de uma ajudinha extra e a descobrir talentos escondidos. Isso também ajuda a empresa a crescer, a ter equipes mais fortes e a tomar decisões melhores sobre quem promover ou treinar.
Quais são os tipos mais comuns de avaliação de desempenho?
Existem vários jeitos de fazer isso! Às vezes, você mesmo se avalia (autoavaliação). Outras vezes, seu chefe te avalia. Tem também a avaliação 180 graus, onde você e seu chefe dão suas opiniões, e a 360 graus, que inclui a opinião de colegas e até de outras pessoas com quem você trabalha. Algumas focam em metas batidas e outras em como você se comporta no trabalho (competências).
Como posso me preparar para uma avaliação de desempenho?
Para se sair bem, é bom anotar suas conquistas ao longo do ano. Pense nas metas que você alcançou e em como você ajudou a equipe. Se seu chefe já deu algum feedback antes, lembre-se dele. Estar preparado mostra que você se importa com seu trabalho e quer crescer.
O que acontece depois da avaliação de desempenho?
Depois da conversa, geralmente se cria um plano para te ajudar a melhorar. Pode ser um curso, um novo projeto ou mais prática em alguma área. O importante é que a avaliação não seja só uma conversa, mas o começo de um plano para você se desenvolver ainda mais.
Avaliações de desempenho são sempre sobre o lado ruim?
De jeito nenhum! Uma boa avaliação também celebra suas vitórias e reconhece seus pontos fortes. O objetivo é te ajudar a crescer, mostrando tanto o que você faz muito bem quanto onde você pode ficar ainda melhor. É uma ferramenta para te impulsionar para frente!